Coisas para se falar, se ver, comer, cantar, sentir e dormir.
Este é um espaço sem compromisso. Sem compromisso com ele (o espaço) mesmo. Então não se habituem a lê-lo. Talvez vocês ou apenas você, único leitor, não encontre(m) muita coisa.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
P!
Sua pele poesia
Palpitando
Poetiso psicodelismos proféticos
Em paredes pichadas
(de) pudor pausterizado
Pernas em posição:
Pull Push Pull Push
Espermanar
Permanecer prostrado
Espermanecer
Apaixonado
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Em uma conversa de liquidificador
- São as circunstâncias, ...
- E essas circunstâncias têm nomes?
Risos
- Elas têm nomes?!
O primeiro silêncio e:
- Nós.
Um olhar interrogador.
- Agora preciso ir.
Outro silêncio.
- Até mais.
- Até.
sábado, 5 de novembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Digitando: BILLY
Eu
não tinha exatamente um nome, nem mesmo exatamente uma idade. Eu apenas me
chamava e me sentia mais velho. O mistério me tornava mais interessante,
“ironicamente sexy”, ela dizia. Comportava-me assim. Apresentava-me assim. O
que eu fazia ou deixava de fazer, neste caso, também não chega a ter
importância. Quando a gente sofre, algumas classificações acabam perdendo o
pouco sentido que lhes restam...
Vale
apenas saber que eu quebrei a cara, quebrei as pernas, os ossos dos mindinhos,
o cigarro no bolso de trás da calça, aquele vinho guardado há anos...
Quebrei-me por inteiro e voluntariamente. Em estado de graça e de graça. Seja
maldita esta bendita ressaca!
Mas
vamos ao que interessa... vou deixar de enrolação e dizer-lhes logo o que
aconteceu, porque hoje em dia: o tempo é curto, as pessoas têm pouco dele ou
não o têm. Nem um grãozinho de areia.
Como
eu ia dizendo... o tempo. Tenho pouquíssimo tempo, mas isso não é o problema, o
problema é chegar em casa e ligar o computador depois de um dia longo. Apertar
aquele botãozinho prateado do meu desktop. É neste simples ato que o tempo se
vai, vai se esgotando, se perdendo, descendo pelo ralo enquanto eu tomo banho
ao som Billy Holliday. E a música vai tocando e o cd acaba e eu já estou em
frente à máquina digitando e digitando e digitando loucamente, sem ver as horas
passarem, sem perceber que o barulho de carro lá fora, na rua, diminuiu. Sem
notar que é madrugada e o meu tempo de sono também diminuiu.
Por
quê? Por que eu liguei o computador?Por que eu coloquei Billy Holliday para
tocar? Por que eu perdi o meu sono em frente a esta máquina luminosa e cheia de
ilusões?
Para
esperá-la passar...
Para
esperar a minha Billy entrar no skype, no MSN, no facebook ou no Orkut. Em
qualquer lugar que virtualmente eu a pudesse encontrar.
Mas
ela parece fazer de propósito. Parece se esconder de mim, se esquivar daquilo
que somos, daquilo que durante tantas madrugas confessamos...
E
sem mais delongas, foi por Billy que fingi ser um cara mais maduro, um cara
mais esperto, mais charmoso e sexy,ironicamente falando, pois neste mundo não
há charme algum. Só dígitos, só teclinhas mentirosas, só vozes digitalizadas e
o vazio existente entre a máquina quente e o meu coração paciente.
A
paciência, às vezes, tem sua recompensa...
Certo
dia, Billy e eu nos encontramos. Meu coração parou de bater nesse instante. Ela
realmente existia. Ela tinha dimensões, dimensões que eu nunca tinha visto em
mulher alguma...
Foi
o acaso. Não, não. Foi o Destino! Sim, Neil Gaiman tinha razão quando o
imaginou cego. Só sendo cego para não ver que nos colocar dentro do mesmo hotel
não seria bom. Bom seria. Mas ainda sim, não seria bom. O Destino nos levou até
aquele hotel... o Destino, naquele dia, nos traiu.
Meses
antes daquele encontro, quando nos conhecemos, quando realmente construímos um
laço entre nós, nos prometemos deque nunca nos encontraríamos. Que acontecesse
o que acontecesse, seriamos sempre uma tela de computador e algumas palavras.
Nothing more.
E
naquele maldito dia, numa cidade grande pelo meio do mundo, o nosso voo foi
cancelado. Disseram que foi devido a uma forte neblina em torno do aeroporto.
Realmente, até para carro andar estava difícil. Por coincidência, ou pelo
Destino, as companhias aéreas nos colocaram no mesmo exato lugar.
Billy
era fantástica! Como eu ia dizendo,quando a vi, meu coração parou por uns
instantes. Acho que o mesmo lhe aconteceu, pois percebi que ela precisou puxar
o ar para dentro dos pulmões com força para só depois sorrir... Sorriu. Largou
as malas no meio do hall do hotel. Correu em minha direção. Deu-me um abraço
forte. Tirou-me o ar. Ficara na pontinha dos pés. A envolvi com meus braços.
Muitos minutos se passaram e tempo algum percebemos.
Dividimos
o mesmo quarto. Dividimos o mesmo som. Dividimos a mesma meia luz... a meia
sombra. A nossa cama também ficou pela metade. Nossas juras foram eternas.
O
dia amanheceu. A verdade nos acordou e nos afastou. E algo entre nós dois ficou
para sempre naquele quarto. Não nos acompanhou, nem mesmo permitiu que
voltássemos ao que éramos.
Ficamos
perdidos naquele jardim labiríntico do Destino. Não houve luz ou lanterna,
naquela madrugada, que nos acendesse a razão, que nos separasse, que nos
impedisse de tocar-nos.
Esse
é o meu problema. Aquela noite foi o meu problema.
Billy
sumiu.
Alguma
coisa dita entre nós dois não ficou clara. Talvez ela não tenha acreditado nas
minhas juras. Talvez ela tenha se assustado com as minhas juras. Talvez eu não
tenha jurado o suficiente.
E
agora eu me encontro aqui, toda madrugada, googleleando em busca de Billy,
daquela menina de pele macia, de cheiro doce e suave...
(Por mim a pedidos de Liliane Ballesté e a contra pedidos de Samantha)
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Num caminho por aí...
quinta-feira, 28 de julho de 2011
(...sobre teus medos e meus segredos)
Não deixe teus olhos caíremNo voar de tuas mãos nas minhas
Escorregar no arco íris dos teus [cabelos
Não deite o nosso ar no chão
Venha e devore a noite que é [minha
Antes que o tempo se esgote entre [teus dedos
Não deixe a nossa cerveja acabar
Consuma a minha boca que te [ensina
A calar e a me chamar de "minha" [entre os teus medos
Não... não deixe que o dia finde
E que pinte a seu bel prazer e querer
As palavras que - nus - desenhamos em segredos
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Ela e seus companheiros...

....Deveriam perder o cargo público que ocupam.
Gente, recentemente - e isso não é novidade para ninguém - "deputados" resolveram falar mais do que realmente lhes cabem na boca. A "deputada" Myrian Rios andou por aí soltando o verbo acompanhado de algumas barbaridades que feriram diversas pessoas e diversos direitos.
Não estou aqui para difamá-la mais do que ela mesma já conseguiu fazer. Mas também não posso perdoá-la por discriminar meus amigos, minhas amigas e pessoas que considero da família.
Portanto, "senhora deputada" (será que é uma senhora que mereça respeito? será que é uma deputada?), suas desculpas não são aceitas e você não está perdoada! O que deveria te acontecer, assim como também deveria acontecer com o seu colega Bolsonaro, era: perder o seu cargo público por ofender cidadãos e cidadãs que você, na atual posição, deveria representar, mas que, em vez disso, fez questão de deixar claro que você só representa os seus interesses e nada mais.
E entenda bem o porque da troca dos pronomes de tratamento - de senhora para você -, você não merece respeito. Você não merece ser tratada como alguém honesto, justo e acima de tudo humano. Nem você, nem seu colega Bolsonaro. Mas principalmente, você. Pois você comparou pessoas honestas, trabalhadoras, estudiosas, pais e mães de famílias a criminosos, a pessoas doentias, a pessoas que eu chego a comparar com você mesma (claro que em graus diferentes). Pois como você, pedófilos ferem outras pessoinhas, pessoas que não sabem se defender ainda, pessoas que estão aprendendo os seus direitos no mundo. Como você pedófilos e racistas são irracionais e doentes. Alguns precisam até mesmo de tratamento psiquiátrico.
Gostaria muito que você, caso queira ser respeitada novamente, abandonasse o seu cargo público e servisse de exemplo não só para o seu colega, como também para os seus filhos que você teme tanto que sejam atacados por pedófilos.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Resumindo
Para o minimo ser compatível com o trabalho, a semana teria apenas 3 dias...
Viagens estilos "bate-volta" durariam mais e seriam melhores aproveitadas (quatro dias)...
Homens são frouxos e preguiçosos...
...sem iniciativa idem...
Donos de pet shop deveriam adotar animais abandonados...
Donos de supermercado deveriam adotar muita gente...
Minha garganta é uma droga - preciso urgentemente de outra profissão...
O aeroporto do Rio é lindo, pena que eu não saí por aí para conhecer a cidade...
Rever os amigos pode causar turbulência emotiva...
Rever animais de estimação mais ainda...
Não abandonei este espaço... mas sinto-me sem eira e nem beira...
Le tic-tac continue...
Je pense que c'est tout...
See you soon...
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