segunda-feira, 3 de agosto de 2009

PORTA-RETRATO

O porta retrato me olha chamando o teu nome
Entre o vidro e madeira um vão
E em vão a fogueira me consome
Insone, insano meu corpo rasteja no chão
(no chão, no chão, no chão)

O porta retrato me consome chamando o teu nome
E a fogueira insone chora no chão
Sem magia no ar teu cheiro some
Insana a madrugada sussurra: Não!
(não, não, não)

O porta retrato sussurra em vão
Se peito se cala se esconde
Segurando meu peito na mão
E faminta tua boca me come
(come, come, come)

O porta retrato esconde a fumaça na mão
E fuma a madrugada não sei onde
Dá saudade e uma garrafa de ilusão
Sem amasso quero um maço do teu nome
(nome, nome, nome)
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