quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

(Paisagem Morta)


Sou um vaso de flores murchas
Esperando, na janela, você passar
Vidrado nela, de inverno a verão
Com o rosto pintado de tempo
Não me agüento de tantas luas
Faz tanto tempo, que não sei contar
Vidrado nela, já se foram tantos nãos
Não sei se são ou se as invento
As flores ali deitadas nuas
Esperando você aqui ou lá
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