quarta-feira, 27 de maio de 2009

Talvez seja tudo um sonho

Recentemente mandei um e-mail para o meu tio com o link do Blog. Pedi que entrasse, que desse uma olhada e lida. Só para me ver e pra gente ficar mantendo o contado de outras formas. Ele achou o blog lindo. Adorou o meu jeito de escrever. Mas ele falou de algo que eu tenho (que talvez ele não saiba que eu tenha), mas que eu não consigo expressar. Sentimento Coletivo.
Isso eu tenho até demais. Pode apostar. Mas a minha revolta. A minha raiva de não poder fazer muita coisa. De não poder ir muito além das meras discussões com amigos e companheiros é tão grande, que se eu for começar a falar desse sentimento coletivo ...hmm... eu vou começar a xingar a mãe dos abortos que estão lá em Brasília.
Sim, porque se existem maiores culpados por tanta miséria, por tanta injustiça nesse país, eu acredito que são eles. E como eu ainda não descobri uma forma gentil de falar sobre isso tudo, sem partir pra baixaria (como eles fazem lá no Planalto), eu fico calada. Só observando e trabalhando tudo isso dentro da minha cabecinha avoada. Um dia eu conseguirei explicar porque eu não votarei mais em nenhum desses safados (deputados) e folgados (senados) e feriados (vereadores), enfim, desses todos ados aí. Não voto mais. Até que apareça algum que realmente mereça. Que tenha um histórico limpo e claro e que mantenha tudo isso em dia, indepentemente do cargo político que ocupe! Por quê? Porque eu tenho direito! Porque esse ado ele tem obrigação de se lixar com o que eu digo, penso e exijo. Ele só está aí porque um dia, eu fui lá perder o meu tempo e votar nele! E esse ado tem que ser tratado como um civil qualquer quando ele cometer qualquer crime! Essa história de impunidade pra esse povinho aí tem que acabar! Eles se envolvem em acidentes de carros com morte e saem impunes, escândalos de abusos sexuais contra crianças e saem impunes e entre tantos outros pequenos ou grandes delitos que, diretamente, eles cometeram ou estavam envolvidos. Diretamente envolvidos, porque eu não estou citando os que eles cometem indiretamente.
Talvez seja tudo um sonho, talvez o que eu queira, o que eu almeje pra sociedade nem seja mais possível, mas acredito que uma distribuição de renda mais justa, mais igualitária, uma melhor distribuição das oportunidades básicas (educação, segurança, saúde, comida e habitação) conquistadas pelo próprio cidadão, melhorariam muito as nossas condições. É só observar a fila do SUS, ou a localização dos conjuntos habitacionais ou como um habitante de uma comunidade é tratado pela polícia se comparado com um playboy de um bairro classe B ou A. E o sistema ainda fala de oportunidades iguais. Iguais para quem, cara pálida? Para quem tem o carro do ano ou a moto modelo não sei quanto X do ano que ainda nem chegou? Ou para aquele fulano de celular modelo USA. Está vendo?
A raiva já subiu a cabeça e eu já fiquei irada e não estou mais falando coisa com coisa.
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