sexta-feira, 17 de abril de 2009

Sobre a Saudade

Já me falaram muitas coisas sobre a Saudade.
Eu também já senti um montão de tantas outras coisas sobre ela.
Já cheguei a sentar no vaso sanitário do banheiro, altas horas da madrugada e chorar baixinho para que minha mãe não me ouvisse de tanta saudade que eu sentia dos meus amigos.
Também já li lindos textos e poemas a respeito do assunto.
Mas no momento de agora, nesse instante, nada consegue justificar ou explicar com clareza ou escuradão o que é isso que estou sentindo. Não é saudade. É maior.
Quando se sente Saudade, a gente costuma ficar parado um pouco, pensando no objeto de desejo ou na pessoa desejada. E quem sabe, talvez, depois de um acumulo de dias repletos de saudade, chorar.
Mas isso que eu sinto agora me faz perder o chão; faz o oxigênio do meu cérebro ficar rarefeito e o meu coração parar de bater (pelo menos é assim que eu o sinto), pois dói tanto que eu me encolho em mim mesma, em posição de feto, como quando a gente estava na barriga da mãe. Eu não sei como explicar, não teria como... pra você sentir ou imaginar o que é isso que eu estou falando, acho que você teria que quase morrer. Eu acho que é quase isso. Eu quase morro. Até mesmo a minha memória fica com uns furos de imagens, sons e cheiros. Me sinto um tanto quanto suspensa daqui ou de qualquer lugar onde eu esteja. O meu corpo parece estar no espelho d'água, nem lá e nem cá. Apenas no espelho d'água.
Isso é Saudade?
A Saudade é irmã de quem? Da Morte?
Sei lá de quem ela é irmã... Eu só queria ser imune a isso tudo. Nem que fosse por uma horinha que fosse. Já seria o suficiente. Mas eu tambem não sei se eu aguentaria essa horinha que fosse.
Não sei se teria jeito ou remédio pra tudo isso que eu tenho sentido.
Como mãinha dizia: só o tempo.
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